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	<title>Marcio Paschoal</title>
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	<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 22:00:50 +0000</pubDate>
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		<title>Lançamentos - Simone Guimarães, Céu, Rondon, DuoFel e Etta James</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 22:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Paschoal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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COMENTÁRIOS DE MARCIO PASCHOAL
 CD CHÃO DE AQUARELA - SIMONE GUIMARÃES
É sempre com renovados prazer e curiosidade que recebo um novo trabalho de Simone Guimarães. Desta vez ela vem com a parceira presente Cristina Saraiva e um time de músicos de respeito, no excelente “Chão de Aquarela”. Algumas releituras, outras velhas conhecidas, como as belíssimas [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal"><strong>COMENTÁRIOS DE MARCIO PASCHOAL</strong></p>
<p> <strong>CD CHÃO DE AQUARELA - SIMONE GUIMARÃES</strong></p>
<p>É sempre com renovados prazer e curiosidade que recebo um novo trabalho de Simone Guimarães. Desta vez ela vem com a parceira presente Cristina Saraiva e um time de músicos de respeito, no excelente “<strong>Chão de Aquarela</strong>”. Algumas releituras, outras velhas conhecidas, como as belíssimas “Estrela do meu bem querer”, gravada no cd “Cirandeiro” (1997) e “Relento”, do cd “Aguapé” (1999). Como sempre, a musicalidade, a voz e exuberância autoral desta paulista de Santa Rosa de Viterbo predominam. Na esteira dos elementos e sutilezas das letras de Cristina, no seu melhor universo poético, o disco mantém coerência e homogeneidade estéticas. De início, “Desafios” mostra a urgência, na exata combinação de melodia e letra, de todos os abismos enfrentados e a valentia necessária para enfrentá-los. E antecipa a força que virá a seguir.<span>  </span>Mais singela, “É saudade” respira um amor inesquecível, em ótima viola a cargo de Julio Santin. O lamento de “Estrela da Noite” revela o real significado de uma entrega de amor, amparada em ilusões tão prementes. O convite a um novo amor, chegado em doçuras de maracangalhas, “Fábula do riacho” (já gravada no CD “Virada pra Lua”, 2001) encanta com o acerto do arranjo de corne inglês (Lia Gandelman) e flauta (Franklin). Uma das mais belas do disco, “Olhos de fogo” é oportuna regravação de “Aguapé”, em arranjo certeiro de Maurício Maestro. (<em>teus olhos são de fogo, ardendo em ventania, queimando a noite fria, flor do cravo que alumia a escuridão</em>&#8230;”. Adiante, “Fronteira” e “Beijo” são composições cheias de vigor e classe. A primeira descreve a linha tênue que separa o amor verdadeiro da fraude; e a segunda enaltece o que há de melhor num beijo possível, associando sua força à do vento. Maravilha. Em “Canção para um pianista 2 (no primeiro as duas haviam homenageado Leandro Braga), o piloto agora é André Mehmari. Enfim, um disco para quem quiser conhecer a arte de Simone e a poesia de Cristina, e se deliciar com toda a delicadeza e forma das canções.</p>
<p class="MsoNormal"><strong> CD MADE IN PANTANAL - GUILERME RONDON</strong></p>
<p class="MsoNormal">O pantaneiro por vocação e método, violonista e intérprete de suas composições, Guilherme Rondon, vem com seu novo disco (<strong>Made in Pantanal</strong>). Nascido paulista e criado em Corumbá, nesse seu novo trabalho autoral, desfila canções inspiradas, como na parceria com Zé Edu Camargo, onde o aviso é um sinal ( <em>voa tabuiaiá, avisa que eu já vou, tem peixe pro jantar, pinga no garrafão</em>&#8230;) ou na lembrança à Mercedes Sosa (La Negra). Em “Vida real”, com Alexandre Lemos, uma ode ao pé no chão e um adeus nostálgico às negações de algumas viagens em vão. Com a luxuosa ajuda de seus parceiros <em>chalaneros</em> e geniais, Simões e Celito Espíndola, Rondon mostra<em> em </em>“Espelho deslizante” os devaneios e a dissidência inteligente perante o que se apresenta de mais incômodo no final de uma relação (&#8230;<em> a lua do nosso amor entrou em quarto minguante, restou a sombra do que foi antes). </em>No fim, em tapas de pelica, avisa que, no caso, de ninguém ceder, o melhor é se retirar e ir pescar, que, além de mais elegante, ainda é o melhor calmante. Irrefutável.</p>
<p class="MsoNormal"><strong> CD CARAVANA SEREIA BLOOM - CÉU</strong></p>
<p class="MsoNormal">Outro CD que chama atenção pela ousadia e inventividade é o “<strong>Caravana Sereia Bloom”</strong>, que vem confirmar o talento da paulista Maria do Céu Whitaker Poças, mais conhecida por Céu. Intérprete vivaz e com timbre intimista, já se destacara no segundo cd “Vagarosa”. Neste, agora, arrasa em canções como “Falta de ar” (Gui Amabis”) e na ótima autoral “Amor de Antigos”. Não há como não se render com a firmeza da cantora na versão “You won’t regret it”, com Nahor Gomes sublime no trompete e flugelhorn, ou na releitura do “Palhaço”, de Nelson Cavaquinho, em arranjo irresistível. Uma delícia.</p>
<p class="MsoNormal"><strong> CD DUOFEL PLAYS BEATLES - DUOFEL</strong></p>
<p class="MsoNormal">Para os amantes de verdade dos Beatles, um alento: um disco instrumental que não se deixa dominar pelas obviedades e repetições tão comuns, quando se trata de tocar Lennon, McCartney e Harrison. O impressionante DuoFel desmente essa possibilidade com o ”<strong>DuoFel plays The Beatles</strong>”. A abertura já mostra o que poderemos esperar: um “Eleonor Rigby” de matar (show de Melo no arco de rebeca), numa interpretação à altura de Helio Delmiro. <span> </span>Em “Across the Universe” o duo cria um ambiente meio místico, e em “Here, There &amp; Everywhere”, uma das melhores intervenções da dupla (Heraldo do Monte assinaria embaixo), assim como em “Norwegian Wood”, com destaque para a viola de dez . “In my life” traz todo o requinte do violão <span> </span>de nylon. Juntos há mais de 30 anos, o paulistano Luiz Bueno e o alagoano de Arapiraca Fernando Melo, autodidatas, impressionam pelo talento e improvisação. Onze clássicos, com direito a um final apoteótico em “A Day in the Life”. Imperdível.</p>
<p class="MsoNormal"><strong> CD - AT LAST - ETTA JAMES</strong></p>
<p class="MsoNormal">Para finalizar, uma merecidíssima homenagem à diva do soul Etta James, <strong>(“At Last”- the Best of Etta James</strong>) em coletânea de 25 sucessos da cantora. <span lang="EN-US">Incluindo, é claro, “At Last”, além das sublimes<span>  </span>“I Would Rather Go Blind” e “A Sunday Kind of Love”. </span>Como curiosidade a gravação antológica de “I just want to make love to you”, hino de Dixon, já gravado com sucesso pelo Stones em início de carreira. Outra pérola é o famoso hit de Sonny Bono, “I Got You Babe”, gravado por Cher, na época casada e apanhando do autor, e revivida aqui pela divina (com permissão da nossa Elizete) Etta.<span>  </span>Um<span>  </span>banho de soul para quem gosta do estilo e de uma intérprete rascante, com alma e coração em conluio supremo.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
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		<title>COMENTÁRIOS DE MARCIO PASCHOAL</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 19:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Paschoal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<title>A bola sorriu  - FlaxSantos - 5&#215;4</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 18:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Paschoal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem classificação]]></category>

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		<description><![CDATA[Reparem na cara da bola, ela parece sorrir!

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Reparem na cara da bola, ela parece sorrir!</p>
<p><img src="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/07/foto-ivan-storti-lancepress2.jpg" alt="foto-ivan-storti-lancepress2.jpg" /></p>
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		<title>Crítica: CD &#8220;O pianista do cinema mudo&#8221; - Mu Carvalho</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 17:10:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Paschoal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[paschoal-corrigido.pdf
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/07/paschoal-corrigido.pdf" title="paschoal-corrigido.pdf">paschoal-corrigido.pdf</a></p>
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		<title>Matéria sobre Odara - Tribuna do Norte</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jun 2011 22:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Paschoal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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Toque - Livros e Cultura
Natal, 23 de Junho de 2011 &#124; Atualizado às 17:50


Universo do travestismo em romance
         Publicação: 22 de Junho de 2011 às 00:00
             Odara é uma figura como poucas: um homem com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="titulo_pagina titulo_pagina_amarelo" style="width: 800px">
<h2>Toque - Livros e Cultura</h2>
<p><span class="data_atual_data_atualizacao" style="margin: 8px 10px 0pt 0pt">Natal, 23 de Junho de 2011 | Atualizado às 17:50</span></p>
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<p class="noticia" style="width: 800px">
<h3 class="titulo_noticia">Universo do travestismo em romance</h3>
<p class="sub_titulo_noticia">         Publicação: 22 de Junho de 2011 às 00:00</p>
<p id="texto_noticia" class="texto_noticia" style="width: 800px">             Odara é uma figura como poucas: um homem com alma e traços  femininos. Uma pessoa diferente, mas com sentimentos, sonhos e problemas  como todas as pessoas. Em seu novo romance intitulado Odara, Record,  256 páginas, R$34,90, Márcio Paschoal revela, com muito bom-humor e  leveza, a difícil realidade destas pessoas que escolheram o difícil  caminho do travestismo. A personagem, que nasceu de uma conversa com a  transformista Rogéria, dá nome ao livro e é mais um artifício na luta  contra o preconceito. Márcio Paschoal nasceu no Rio de Janeiro, em 1953.  Escreveu, entre outros, a biografia do compositor maranhense João do  Vale (Pisa na Fulô Mas Não Maltrata o Carcará), Horóscopo Sexual Para  Praticantes (2001), Os Atalhos de Samanta (2004), A Maconha Está Bêbada e  Outras Crônicas (2009). Nesta entrevista enviada pela editora você fica  por dentro das idéias do autor.<br />
<br style="font-weight: bold" /><span style="font-weight: bold">Como surgiu a ideia de livro? </span></p>
<p>Surgiu  da forma mais inesperada. Quando dava aula de humor na literatura na  Estação das Letras e na Livraria do Largo, e propus um desenvolvimento  de texto a partir de algo já escrito por alguém, poesia, crônica,  notícia etc. Escolhi as crônicas Extremofilia e O Quevedo do Veríssimo e  a letra de Minha Casa, do Zeca Baleiro.  Daí, peguei mais letras e   continuei escrevendo. Agora com a personagem Ofélia Maria, do conto  Legião Estrangeira da Clarice. O resultado foi uma mulher de extremos,  de perfil psicológico complicado e que não queria ficar estanque,  sonhando tatear estrelas distraídas. Conversando com a Rogéria, aqui no  Leme, pensei em transformar essa personagem controversa num travesti.  Assim surgia Odara.<br />
<br style="font-weight: bold" /><span style="font-weight: bold">A narrativa conduz o leitor a diversas interpretações a respeito da personagem e de sua vida. Como você chegou a este formato?</span></p>
<p>Comecei  a perceber que a personagem tinha um certo tom pragmático. Talvez no  meu inconsciente quisesse lhe dar voz plena. Algo como, “eu sofri muito  para chegar aqui, portanto, me aguentem com meus paradoxos”. Optei,  então, por acrescentar opiniões daqueles que conviviam mais de perto com  ela. Não significa, no entanto, que tenham visões confrontadas ou  absolutamente contrárias.  Por vezes, são falas de apoio, outras de  suspeição e até de natural espanto. A revelação de uma real  possibilidade do que pensaria o outro lado, os envolvidos de alguma  forma, amigos ou inimigos, detratores ou parceiros. Acho que nesse  momento, Odara começou a ganhar mais coerência, mesmo sendo uma  personagem naturalmente polêmica.<br />
<br style="font-weight: bold" /><span style="font-weight: bold">Como seus livros anteriores influenciaram na escrita de Odara?</span></p>
<p>Nos  meus romances anteriores sempre busquei a melhor forma de comunicar. E  nesse ponto, o humor se presta magnificamente. Não imagino minha escrita  com nuances herméticas ou restrita a alguns. Tanto quanto os meus  travestis retratados no livro, na vida real os autores de humor também  sofrem com os preconceitos. Houve um tempo em que pensei em rebuscar meu  texto, dramatizar, digressionar. Mas era inútil. Por mais que tentasse  minha escrita tendia para o humor. Isso me ajudou bastante, pois Odara  reflete uma faceta dos travestis que eu considero fundamental: a  alegria, a ironia e o bom-humor no viver e no encarar seus maiores  desafios e adversidades. Um travesti meio macunaímico. Diferentemente  dos livros que tratam do tema, Odara ressalta mais esse lado. Escolhi um  caminho que as retratasse de um jeito menos maquiado e unidimensional.  Travestis podem ser palhaços, podem fazer piadas em vez de serem somente  personagem delas.<br />
<br style="font-weight: bold" /><span style="font-weight: bold">Como você vê o preconceito em relação a travestis e transexuais no Brasil?</span></p>
<p>A  ideia de que temos sobre travestis e trans é que necessariamente têm de  passar pelo estereótipo da prostituição. Como se todos os travestis  tivessem de ser obrigatoriamente garotas de programa. Por que não  gerentes, administradoras, professoras etc. Até políticos, por que não?<br />
<br style="font-weight: bold" /><span style="font-weight: bold">A  exposição na imprensa de transexuais como Ariadna, participante do  BBB11, e de Lea T,filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, pode  ser uma evidência do arrefecimento do preconceito?</span></p>
<p>Atualmente  há uma certa glamourização, uma espécie de ganho de status. De  aberrações marginalizadas passaram para objetos de curiosidade e culto.  Pode ser um primeiro passo, se for bem aproveitado. Mal comparando,  tomemos o caso do Guga em relação ao tênis no nosso país. Arrefecer é  bem diferente de cessar. Para efetivas mudanças ainda se necessita fazer  e entender muita coisa.</p>
<p><span style="font-weight: bold">Odara é  um travesti que aprecia uma boa leitura e artes em geral. Você acha  este personagem diferente da imagem usual de um travesti pode ajudar no  combate ao preconceito e aproximar o grande público da realidade destas  pessoas marginalizadas pela sociedade?</span></p>
<p>Sem dúvida. Odara  gosta de poesia, frequenta cafés e livrarias, compra discos de jazz e  vai ao teatro. São escolhas tidas como incomuns para um travesti. O  livro deixa claro que um travesti não tem que necessariamente ser  cabeleireiro ou maquiador, ou sobreviver da venda de sexo. O sexo é  importante para Odara, ele norteia sua vida, é um divisor nos seus  relacionamentos, mas nem por isso ela deve ser vista somente como uma  bonequinha com pau.  Na verdade, busquei mostrar um lado pouco explorado  da vida dos travestis, ou seja, a normalidade. Uma normalidade até bem  pouco tempo inimaginável. È claro que persistem preconceitos e certos  aspectos homofóbicos. Mas nada impede que se possa contar uma história  verossímil, sem se apelar para alguns clichês de violência, prostituição  e marginalidade, comumente atrelados à vida deles. Odara é um travesti,  mas não nasceu travesti, e suas escolhas são, até certo ponto,  naturais. Talvez seja essa uma das novidades do texto. Meu livro não é  um libelo a favor nem também uma denúncia sob a forma de ficção.  Não  pretendi inspirar discussões ou acirrar debates. Só contar uma  história  divertida e possível, abordando as consequências, positivas ou  negativas,  reflexo da escolha sexual que ainda pode ser rotulada como  essencialmente  marginal, mas, a cada dia, mostra-se mais comum.</p>
<p class="tags_noticia"> 			<span>Permalink</span> 			<a href="http://tribunadonorte.com.br/noticia/universo-do-travestismo-em-romance/186242">http://tribunadonorte.com.br/noticia/universo-do-travestismo-em-romance/186242</a></p>
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		<title>Odara já em todas as boas (e más) livrarias</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jun 2011 23:52:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Paschoal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem classificação]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/06/odara-na-livraria.jpg" title="odara-na-livraria.jpg"><img src="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/06/odara-na-livraria.jpg" alt="odara-na-livraria.jpg" /></a></p>
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		<title>Patricia Mellodi escreve sobre decadências, amigos, rugas e verdadeiras amizades</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 21:19:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Paschoal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Decadence Avec Elegance

                                                     [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a href="http://www.patriciamellodi.com/blog/?p=516" rel="bookmark" title="Permanent Link: Decadence Avec Elegance">Decadence Avec Elegance</a></h2>
<p><a href="http://www.patriciamellodi.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/marcio-paschoal1.jpg"><img src="http://www.patriciamellodi.com/blog/wp-content/uploads/2011/04/marcio-paschoal1-300x153.jpg" title="marcio-paschoal1" class="alignnone size-medium wp-image-518" height="153" width="300" /></a></p>
<blockquote><p>                                                                             <em><strong>Para Márcio Paschoal</strong></em></p></blockquote>
<p>Detesto essa coisa de homenagem póstuma. Esperar que eu morra pra me  homenagear,  pra reconhecer meu valor, meu talento?! Tenha a santa  paciência! Eu quero reconhecimento é hoje que estou viva, linda e loura.  Me reconhecendo hoje pode até me homenagear depois, eu deixo.<br />
É por isso mesmo que hoje no dia 05 de abril de 2011 eu faço minha  homenagem ao escritor <strong><em>Márcio Paschoal</em></strong>.  Neste dia ele lança mais um dos  seus vários livros, de suas apostas, de suas horas suadas de construção e   desconstrução. (Quem escreve sabe do que eu estou falando). É hoje que  Odara dá ou desce. Malditos trocadilhos…</p>
<p>Ele é uma filho da mãe que insiste em me infernizar com seus  comentários, em me trazer de volta à terra quando já estou voando mais  alto que as nuvens, em me dar aulas e lições, é  cruel , é um amigo de  verdade.</p>
<p>Quando ele me faz essas coisas, eu quero matar, bater, virar as  costas e nunca mais falar com ele, mas não sei por que eu acabo ligando,  marcando outro chope e arranjando outra confusão. Talvez eu seja  carente ou masoquista, ou quem sabe adore quem me cutuque, quem me  desarticule, pois só assim posso exercitar meu poder de convencimento e  minha humildade.  Um amigo intectual e sacana faz bem a qualquer  cristão.</p>
<p>Li alguma coisa do Márcio. Às vezes começo, mas não acabo. Culpa  dele? Não, minha. Pois ler coisa de amigo é muito chato. É que nem CD de  amigo músico que você garante que escutou.  Mentira deslavada. O CD do  teu amigo você deixou pra amanhã, preferiu ouvir o da Maria Gadú. Não é  assim? Fala a verdade!</p>
<p>Mas é num dia como o de hoje que me identifico mais com esse cara.  Quando chega o momento do show ou do lançamento, começa a gincana. A  gente sai em busca de todos os amigos, parentes, conhecidos e afins, pra  lotar nossos shows, nossos lançamentos. Nem ao menos sabemos se de fato  essas pessoas compreendem nossa obra, nosso talento, mas geralmente são  gentís, são nossos amigos.</p>
<p>Mas nessa luta insana de sobreviver fazendo arte, ainda sobrevivemos à  mágoa de ficar sabendo que alguns nos acham decadentes, dizem  levianamente nas mesas de bares que dia já fomos jovens e brilhantes,  mas não conseguimos. Como assim, Pardal, não conseguimos? Prentenção ao  serviço! Morremos por acaso?</p>
<p>A melhor obra do Márcio, pra mim, não é o “Sofá Branco”, nem o  “Horóscopo sexual”, nem a “biografia de João do Vale”, Nem “Os Atalhos  de Samanta”, e muitos outros,  é ele mesmo, o melhor de todos os  personagens, contos, metáforas e piadas infames, pena que nem todos os  seus leitores tenham acesso. E se tiverem, cuidado, ele vai cutucar! Mas  nem por isso perco o vício de tê-lo  como amigo.<br />
Desejo que Odara seja um sucesso. E se não for, dane-se. Veja aqui nossas rugas de preocupação…</p>
<p>Ah, Márcio, esse livro eu prometo que vou ler.</p>
<p><em>Patricia Mellodi </em></p>
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		<title>Lançamento de Odara</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 22:18:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Paschoal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem classificação]]></category>

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		<description><![CDATA[Terça-feira (dia 05-04) foi especial para mim e Odara também. Rever os amigos e poder brindar com eles mais um livro me deixou imensamente feliz. Agradeço aqui a todos os que compareceram e padeceram na fila, aos que mandaram mensagem e que desejaram sucesso. Agora a ABL não me segura mais: rumo à imortalidadade.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/capa_odara.jpg" title="capa_odara.jpg"><img src="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/capa_odara.thumbnail.jpg" alt="capa_odara.jpg" /></a>Terça-feira<a href="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/com-o-quadro-autografando.jpg" title="com-o-quadro-autografando.jpg"><img src="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/com-o-quadro-autografando.thumbnail.jpg" alt="com-o-quadro-autografando.jpg" /></a> (dia 05-04)<a href="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/dsc00857.JPG" title="dsc00857.JPG"><img src="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/dsc00857.thumbnail.JPG" alt="dsc00857.JPG" /></a> foi especial para mim e Odara também. Rever os amigos e poder brindar com eles mais um livro me deixou imensamente feliz.<a href="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/meninos12.jpg" title="meninos12.jpg"><img src="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/meninos12.thumbnail.jpg" alt="meninos12.jpg" /></a> Agradeço aqui a todos<a href="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/dsc00876.JPG" title="dsc00876.JPG"><img src="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/dsc00876.thumbnail.JPG" alt="dsc00876.JPG" /></a> os que compareceram e padeceram na fila, aos que mandaram mensagem e que desejaram sucesso. Agora a ABL não me segura mais: rumo à imortalidadade.</p>
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		<title>VEM AÍ &#8220;ODARA&#8221; - NOVO ROMANCE DE MÁRCIO PASCHOAL</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 18:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Paschoal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Informação]]></category>

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O QUE VOCÊ FARIA SE TIVESSE NASCIDO HOMEM, MAS COM UM CORPO PERFEITO DE MULHER? PERMANECERIA HOMEM E TRAVESTI, FARIA A OPERAÇÃO PARA MUDANÇA DE SEXO OU TRAPACEARIA?
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ODARA – romance – 254 páginas – Ed.Record .
 
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<p class="MsoNormal"><strong><em>O QUE VOCÊ FARIA SE TIVESSE NASCIDO HOMEM, MAS COM UM CORPO PERFEITO DE MULHER? PERMANECERIA HOMEM E TRAVESTI, FARIA A OPERAÇÃO PARA MUDANÇA DE SEXO OU TRAPACEARIA?</em></strong></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><strong><em>ODARA – romance – 254 páginas – Ed.Record .</em></strong></p>
<p class="MsoNormal"> <img src="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2011/02/capa_odara.jpg" alt="capa_odara.jpg" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">“O novo romance de Márcio Paschoal conta a trajetória incomum de um rapaz com feições femininas, extremamente belo e sensual, que ora aceita seu lado mulher e vive como um travesti, ora assume seu ar de vítima da sociedade e híbrido de menino incompreendido e garoto fatal. Nesse caminho conhece os vários lados de uma vida sem freios, ao mesmo tempo em que cultiva hábitos incomuns e eruditos, como frequentar livrarias, recitar Malarmé, ouvir Shostakowich, estudar orquídeas etc .</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Uma versão moderna de um hermafroditismo oportuno e dissimulado, que consegue gerar paixões reais e algumas profundas inimizades.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Refletindo sobre a condição humana e o resultado da busca pela satisfação não importando o preço ou o sexo, “Odara” reafirma a certeza de que as diferenças e os preconceitos podem marcar o destino de alguém. Para o bem ou o mal”.</p>
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		<title>Cinco dias em Maceió - 23-07-10</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 21:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Paschoal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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Maceió é uma cidade muito bonita. Os arrecifes fazem-na ainda mais bela, com os coqueiros espalhados pelas praias. As chicas são sorridentes e o povo caloroso e simpático. O uísque tem o preço honesto, as lagostas já não são mais as mesmas, porém as cervejas são encontradas facilmente,  bem geladas e em quase [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><img src="http://www.marciopaschoal.com/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/bxk22328_praia-da-pajucara-maceio-al800.jpg" alt="bxk22328_praia-da-pajucara-maceio-al800.jpg" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Maceió é uma cidade muito bonita. Os arrecifes fazem-na ainda mais bela, com os coqueiros espalhados pelas praias. As chicas são sorridentes e o povo caloroso e simpático. O uísque tem o preço honesto, as lagostas já não são mais as mesmas, porém as cervejas são encontradas facilmente,  bem geladas e em quase todos os lugares onde caiba uma mesa com cadeiras.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>            </span>A riqueza, mui bem mal dividida, pode ser notada nas fachadas dos edifícios e hotéis estelares da beira-mar, e nos carros zero de marca. A pobreza dos demais corresponde à imensa maioria, mas esta comporta-se bem e democraticamente, no seu cantinho e sem encher o saco de ninguém. Sabemo-nos um povo cordato e maneiro. A segurança na periferia é mínima, embora nos centros turísticos não se faça tão urgente, como sói nas grandes capitais do nordeste. Por enquanto.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>            </span>A parte histórica e cultural não é protagonista principal. Raros teatros, cinemas e, no máximo, shoppings de luxo ostentando uma moda copiada e cara. O turista, no entanto, não terá dificuldade de achar o que levar de lembrança, os mercados artesanais abundam. O mesmo de sempre: bonecas baianas, chapéus de palha costurada, castanhas de caju, sandálias rústicas e as tradicionais camisetas &#8220;estive em Maceió&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>            </span>Há passeios interessantes, como o da praia do Gunga ou o de Maragogi. Se pretender conhecer a badalada praia do Francês, cautela: ela não é mais a mesma, tendo sido loteada pela horda de ônibus e vans de turismo rasteiro e sem controle. Totalmente dispensável.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>            </span>A culinária alagoana não destoa da grande maioria nordestina, Come-se bem e barato as coisas do mar, com devidas ressalvas a algum restaurante meio metido à besta e careiro. Em compensação o camarão é como sardinha, inclusive no preço. Minha melhor experiência gustativa foi uma agulhinha frita, regada a simples caipirinha no Parmeggiano, um restaurante (de nome esdrúxulo para o lugar, eu sei) escondidinho e jeitoso, perto do Pontal. No Peixarão, no canto da praia da Ponta Verde, há uma peixada com moqueca que não fica a dever à capixaba.  <span>          </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>            </span>Com quaisquer vinte pilas, passeia-se de jangada por duas horas pela calma e ventilada Pajuçara. Recomenda-se procurar o Sr. Mário, veterano nessa arte, com seu indefectível chapéu de pescador (que ele garante não tirar nem pro banho).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>            </span>Em Jatiúca, nosso velho esporte meretricial pode ser vastamente flagrado na orla ou no forró do Lampião, outrora legado de dança simples, hoje mercado de sexo em campo aberto. Não me perguntem o preço nem a idade das meninas, à guisa de evitar constrangimentos à toa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>            </span>Espero ainda voltar, antes que acabe. Não a putaria, é claro, mas o sossego.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right" align="right"><em><strong>Marcio Paschoal, 23/07/2010.</strong></em></p>
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