Biografia

Márcio Paschoal

MARCIO PASCHOAL, nascido em 53, é carioca de Botafogo (porém rubro-negro), serpente no Chinês e do signo de Áries, morador do Leme, RJ. Márcio Antônio Peres Paschoal é seu nome de pia. Pia batismal, é bom que se explique porque tem muita gente maldosa ou ignorante que logo irá pensar que um cara como ele só podia ter recebido este nome na pia de um banheiro ou cozinha.

Católico não-praticante, permanece temente a Deus (tem muito medo de não acreditar Nele e Ele vir a se zangar) e gosta de, nas festas e reuniões sociais, confessar-se um sectário do agnosticismo. O motivo é apenas tentar impressionar.

Mantendo-se solteiro até hoje, teve três filhos (Daniel, Fábio e Vitor) resultado direto de suas várias uniões conjugais, vivendo em aparente paz e felicidade com a atual companheira que, prudentemente, prefere manter-se no anonimato.

É obrigado a admitir ser formado em curso superior de Economia, embora não se considere um economista e nem se sinta culpado por isso. Mesmo assim, trabalhou na área financeira da Interbras, uma subsidiária da Petrobras, durante 16 (dezesseis!) anos. Com o começo do governo!? Collor (1990), perdeu o emprego (a Interbras foi extinta) e viu sua caderneta de poupança ser confiscada pela então ministra!? Zélia Cardoso de Melo. Sem outras alternativas razoáveis, tenta o caminho da escrita, que era o que mais sabia (pelo menos era o que diziam alguns amigos, o teste vocacional e as videntes). Abraça então a literatura como quem abraça a um tamanduá.

Com a publicação de seus dois primeiros livros, adquire certo prestígio e acumula algumas dívidas. Alguns leitores acham-no um humorista, outros humanista, ou simplesmente riem dele. Seus credores acham-no impagável e a crítica se divide: metade não confia nele e a outra o ignora completamente.

Depois trabalha como redator para a Fundação Getulio Vargas e é convidado pela Secretaria municipal de cultura de São Luís a pesquisar e escrever sobre a vida do compositor maranhense João do Vale. Edita a biografia, e obtém alguns elogios por parte dos familiares (seus e os do biografado), alguns fãs incondicionais do artista e de grande parte da crítica especializada. Enfim, uma obra de referência sobre um artista negro, nordestino, pobre, analfabeto e genial.

Em 2002 é contratado pelo consórcio de ensino à distância do Estado, ficando encarregado dos roteiros de vídeos didáticos do CEDERJ - Centro de Ensino Superior à Distância do Rio de Janeiro.

Lança seu quarto livro, um ensaio de humor sobre astrologia sexual e passa a ser consultor externo de redação na FGV e revisor de material didático no CEDERJ.

Foto PaschoalTransforma-se num escritor maldito e malvisto, porém bem-remunerado. Procurando manter um prudente distanciamento de seus novos leitores, vê alguns de seus admiradores mais fiéis tentarem formar seu Fã Clube, mas o número de sócios não é suficiente. Recebe ameaças de vários astrólogos e o apoio de inúmeros astrônomos.

Como resultado de suas inúmeras pesquisas, entrevistas e críticas sobre MPB, escreve um romance contando as aventuras e desventuras de Samanta, uma cantora iniciante em busca do sucesso. O melhor dessa história é o prefácio elogioso assinado por Paulo César Pinheiro, e a orelha de Zeca Baleiro.

Visando atingir um público-alvo mais jovem e menos ranzinza, estréia na literatura infantil, para desagrado de alguns pais zelosos e a alegria de vários pedófilos anônimos.

Escreve para o Jornal do Brasil (música e literatura); Cadernos do Terceiro Mundo (economia); Pasquim (humor); Revista VIP (astrologia).

Como letrista, tem duas músicas (“Cintilante” e “Quanto mais você disser”) em parceria com Ruy Maurity, gravadas no CD “De Coração”(Selo Kuarup).

Na Bienal de Literatura de 1995/RJ, autografou seu livro de estréia (Estande Record); na Bienal de 2001/RJ, esteve no Café Literário, sobre “Literatura de Humor”, com Jaguar, Stella Florence e redatores da Rede Globo; e na FM MPB “Humor na Literatura”, ao lado de Miguel Paiva; e na Bienal de 2003/RJ, falou sobre humor e astrologia na Arena Jovem, com as meninas do Grelo Falante.

Participou de programas de rádio, como formador de opinião e em debates (Tupi, CBN, Globo, Bandeirantes, Viva Rio, MEC etc) e na televisão (Jô Soares 2 vezes; João Kleber; Programa Livre, Babi; Rede Mulher; Sem Censura - 2vezes ; De frente para Gabi - Marilia Gabriela; Noite Afora, Monique Evans etc.

Obras publicadas:



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